daughter dam zamba angel kaiser biffy shura

o sporting, altamente influenciado pela frase que lhe dirigi no último post, lá se dignou a ganhar um jogo, portanto cá vai:

daughter no docks foi bonito mas desiludiu-me um bocado. suponho que a atmosfera criada em disco seja impossível de reproduzir ao vivo. teria adorado se tivesse sido numa sala com lugares sentados. acho que é mais esse tipo de música.

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amesterdão é muito fixe. tem muito turista (a maioria dos quais não sabe andar de bicicleta e insiste em fingir ser local e… pois), mas não perde o encanto. gostei muito do museu do van gogh (maior bb <3) e do rijksmuseum, de jordaan e dos canais fofos. e de passear pelo red light district, pelo vondelpark e pelo begijnhof. também muito giro foi ver um concerto do zambujo naquela terra. a sala era muito fixe, o público pareceu-me mais português que outra coisa mas ainda assim havia muita gente estrangeira maravilhada no final, o que é sempre bonito de se ver. o concerto em si foi excelente, que eu nunca tinha visto o moço em sala. e aquela foi deus é outra coisa, mas a chamateia bate tudo e todos. sempre. também gostei de ficar num hostel que é um irish pub, e passei demasiado tempo no american book center a olhar para a sua imensa secção de música. trouxe a kim gordon. ficou muito por ver mas tenho a certeza que hei-de voltar um dia!

a angel olsen é a maior. uma voz lindíssima, canções incríveis e uma banda mega fixe. foi toda a beleza do disco vezes mil, com um sentido de humor bem apurado e muita fofura à mistura. excelente concerto. ah! e little wings a abrir foi awesome.
a sala é um centro cultural imenso que costumava ser uma fábrica, a fachada está coberta com uma lona gigante onde se lê REFUGEES WELCOME. big up, Kampnagel!

kaiser chiefs pela primeira vez em sala. ver kaiser em portugal é sempre uma festa imensa, mas será que os alemães teriam o mesmo tipo de reacção? mas o novo disco está fraquíssimo, só tem umas 3 ou 4 que se aproveitam. portanto: altas expectativas porque kaiser ao vivo nunca foi mau para mim, algum receio devido às músicas novas, muita curiosidade quanto ao público. mas depois o concerto começa e os receios e dúvidas desaparecem todos. já o disse antes, kaiser são aquela banda que ao vivo te faz sentir como se tivesses a assistir ao melhor concerto de sempre. e nenhum concerto deles está sequer no meu top10, mas na atura parece que é tudo incrível. o palco era muito pequeno, imaginem um musicbox sem arco, mas com duas varandas laterais. depois de os ver só em festivais sempre para pelo menos umas 20 mil pessoas, vê-los numa sala para mil e quinhentas foi outra coisa. já o disse:  o novo disco é fraco. mas os dois singles puxam uma reacção só comparável a ruby e i predict a riot (e para uma banda que anda desde 2008 a tentar justificar merecer mais atenção para além desses 2 primeiros discos, isso é notável): hole in my soul e parachute foram dois dos melhores momentos da noite. posso não me identificar com este novo som, mas estes 5 meninos (e o nick) são responsáveis por música que ainda me diz muito, e dou-me por contente que ainda consiga adorar vê-los ao vivo. o público portou-se muito bem, não cantam as melodias e os solos do whitey como os tugas, mas realmente eles têm um carinho especial por nós, deve ser por isso. antes do concerto, o simon dizia a umas miúdas inglesas e alemãs que tinham de os ir ver a portugal, que o público lá é que é. no final, o peanut fez uma festa ao saber que eu era portuguesa, que quer muito voltar. o ricky, quando lhe pedi um concerto destes em portugal, voltou a falar na “sala redonda” (que o simon também tinha louvado à tarde. é o coliseu, btw) e que contava poder dar-nos uma surpresa para o ano. acho pouco provável, mas era bonito.

biffy clyro. uma sala horrível, tipo pavilhão da escola com lugares sentados laterais, acústica assustadora. o que vale é que a banda é demasiado boa. e meu deus, que concerto. acho que o que admiro mais em biffy é como navegam entre a simplicidade da canção rock mais-ou-menos-pesado e a misturam com o menos óbvio, as mudanças de tempo brutais, os ritmos completamente fora, os riffs mais prog e, agora, com o disco novo, com os beats e os sons menos rock per se. há coros e refrões imensos que puxam pela garganta de toda a gente, há riffs e solos malucos, e depois há uma construção musical que me deixa feita parva a olhar para os gémeos da secção rítmica de queixo no chão e sobrancelhas torcidas. como é que??? enfim, são muito grandes. a juntar a isso, apesar do palco super simples, as luzes e os lazers criam ambientes brutais a cada canção. no final agradeci ao simon por finalmente virem a portugal a solo e o moço levantou os olhos do disco que estava a assinar com um “i knooooow finally!!! we’re really excited” nós também, migo. nós também. depois disse-me um obrigado perfeitamente pronunciado, porque pode.
até janeiro, migos!!

a shura é:
1. a mais fixe
2. a mais fofa
3. dona de um dos melhores discos do ano
4. responsável por um dos concertos mais divertidos do ano
5. the beanie queen.

 

aufwiedersehen e tal e coise

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