olhem, não sei…

ou, como dizem as crianças hoje em dia: #desabafo

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este era aquele post em que vos dizia que gostei muito de estar uns dias em portugal, que adorei ver daughter no docks, que amesterdão (com direito a concerto de um tal de antónio zambujo) foi incrível, que o concerto da angel olsen no kampnagel foi magnífico, que ver kaiser chiefs no fabrik foi uma experiência demasiado boa para ser verdade e que o supersonic é um rock doc à medida da banda do #%&@$!! que foram os oasis. e tudo isso seria verdade, mas eu não quero vir para aqui picar ponto, dizer olhem isto foi muita fixe e isto e aquilo também. não estaria a mentir, mas isto são acontecimentos isolados, que eu tento contar com o entusiasmo certo mas que não deixam de ser vividos por uma tecas sozinha, muitas vezes em mau estado, e que acabam por esconder todos os outros dias em que nada acontece sem ser o facto de estar longe e sem ter para onde me virar ou algo a que me agarrar.

não quero estar a soar mal agradecida nem nada disso. tenho noção da sorte grande que tenho em poder ter estas oportunidades – por alguma razão as tenho agarrado sempre – e sei que é um privilégio imenso poder vivê-las. tento ter uma atitude o máximo positiva e produtiva possível (obrigada, casey neistat) mas é-me extremamente complicado. há muitas coisas que me são muito difíceis já normalmente, mas que aqui se tornam todas em mini pesadelos. ugh, não quero ser a pita queixosa, mas hey, guess what ¯\_(ツ)_/¯

é também por isto que durante os meses na blitz e em espanha não escrevi aqui nada. primeiro, porque havia muita coisa que acontecia e que não podia contar, e depois porque comecei a passar por demasiadas complicações e vir aqui falar do concerto x ou viagem y era extremamente injusto, teria de falsear muita coisa para soar ‘yay!’ e se fosse só honesta ia soar ‘hm :/’. por isso optei por não dizer nada. gostava de ter relatos aqui da mini maratona de újos, do sonho de uma vida que foi ir a madrid ver (e conhecer????!!!) o frank turner e de todas as viagens e aventuras pela andalucía mas nunca consegui. eu como pessoa que existe no mundo real sou bastante caladinha, escrevo muito mais do que falo, e acho que às vezes esse meu lado ganha a batalha – a garganta cala as mãos, como diria o chagas freitas? provavalmente.

anyway! quero com tudo isto dizer? hm, basicamente que isto está complicado. que tenho coisas bonitas a acontecer de vez em quando (vem aí biffy clyro e shura e jake bugg e copenhaga e berlim) mas que a minha vida não é bonita porque vou a concertos bonitos, isso é só o que a torna tolerável. precisava da minha família sff, do gato ao meu colo e as minhas migas por perto. e um pampilho e uma super bock, se não for pedir muito. obrigada.

ps – chego dia 1 de dezembro às 23h15, acham que o sporting consegue ganhar um jogo até lá? asking for a friend.

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