mêda mais

diz que não gosta muito de festivais // faz 400km para ir a *mais* um festival

Há dois anos que tenho o mêda + debaixo de olho. Mas este ano o cartaz exigiu mesmo a minha presença, por isso lá fui, certificar-me de que não gosto mesmo nada de acampar em festivais. Pronto, está esclarecido. Fui sozinha e voltei com novos amigos, o que foi muito fixe.

23 de julho de 2015
Moe’s Implosion, D’ALVA

Acordar às 5h30, andar com duas mochilas + tenda + colchão + saco de cama às costas, apanhar o expresso das 8h, passar 6h lá dentro, chegar à Mêda e montar tudo sozinha? Sim, consegui. Não me perguntem como, mas consegui. Não sem apanhar uma constipação pelo meio tho.

Cheguei ao recinto uma hora depois do suposto início dos concertos, já a contar com típicos atrasos, mas ao chegar deparei-me com os D’Alva… a fazer som. A coisa estava muito mais atrasada do que o costume. Os concertos eram para começar às 22h mas só pelas 00h30/1h é que os Moe’s Implosion abriram a noite. E fizeram-no muito bem, só que eu estava demasiado k.o para conseguir apreciar a coisa. Só queria D’Alva. E D’Alva foi top, o problema é que o (pouco) público já estava mais para lá do que para cá, e isso não ajuda nada, especialmente num concerto destes. Mas deu para tornar todo aquele dia hiper cansativo mega worth it! Also, seis concertos depois, o meu #batequebate foi finalmente baptizado, palmas para ele. Nem consegui ficar para ver Os Alice, que começaram às 4h…

24 de julho de 2015
A Cepa Torta, Karpa, Diabo na Cruz

O dia em que vi um bocadinho mais de Mêda, que tem gente muito simpática que fica muito espantada ao saber que vim das Caldas para o festival. Ao voltar para o campismo reparei num mini monte meio rochoso ali ao lado e achei por bem ir espreitar a vista, mas acabei por seguir pela estrada até já não ouvir barulhinho nenhum vindo da urbe. Não fosse a dor de cabeça tinha continuado por mais um bom bocado.

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Voltei para a tenda e planeava ler o resto da tarde, já que não tinha nada que fazer até à hora de jantar. Só que não. O pessoal dos amigos de diabo já tinha chegado e ia espreitar o soundcheck, por isso tive boleia até ao recinto no jipe mais fixe (um UMM que me deu saudades do tempo em que nós cá em casa tínhamos um UMM). Yay! Seguiu-se lanche e jantar em excelente companhia. A Cepa Torta abriu a noite, gostei bastante do concerto. É sempre fixe ver bandas locais a serem recebidas com tanto entusiasmo e carinho. Na minha terra há bandas talvez mais “conhecidas” e não há povo que cante as canções ou os apoie tanto, me thinks. Já os Karpa… é melhor não dizer nada? Muito mauzinho e parecia estar a demorar uma eternidade. Felizmente, ainda havia Diabo na Cruz. Foi provavelmente dos melhores concertos de diabo para mim, porque estava rodeada de pessoal com quem nunca tinha estado e que tem tanto ou mais apreço por aquele conjunto musical como eu. Vale a pena criar grupos de facebook, é o que é. Concerto excelente + Armário + parabéns + catorze garrafas de vinho entregues para toda a comitiva = noite muito feliz. Os 400km já tinham valido mais do que a pena.

25 de Julho de 2015
Low Torque, Los Waves

Noite e manhã terríveis patrocinadas por constipação que já mais parecia gripe do que outra coisa. Felizmente, a tarde foi passada a visitar as redondezas. Longroiva, Marialva e Freixo de Numão. Nunca tinha vindo para estes lados e obviamente e como sempre fiquei com vontade de voltar. Não conseguimos subir mesmo ao Numão mas miiiigz, as #sdds que eu tinha do Douro! Final de tarde mesmo fixe.

Depois voltou-se à Mêda para jantar e ir apanhar um pouco dos meus queridos Los Waves. Mas teve de ser mesmo só um pouco, porque infelizmente antes houve Low Torque (outros sobre quais é melhor não dizer nada) e o corpo já só queria descanso.

All in all, tenho pena de não ter ido ao outro palco, de ter perdido Sam Alone e de não ter ficado até ao fim de Los Waves. Mas o festival em si, tendo em conta a localização e o preço (é tudo à borla, amigos) está de parabéns. Foi pena os atrasos do primeiro dia, especialmente, mas são erros que só acontecem porque se arriscou crescer, creio. Venha daí essa sétima edição!

Obrigada pela companhia, André, João, Guilherme, Marco, Inês, Anabela e todo o pessoal fixe, amigo do diabo ou não, medense ou não, que conheci naqueles dias. E um super mega obrigada à Alexandra pela paciência, cama, almoço e boleia e tudo tudo. E à Susana por aquele passeio mesmo fixe e a granola deliciosa. Siga a Rusga! 🙂

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