Hvala, Slovenija!

Partimos bem cedinho para chegarmos à gruta de Postojna a tempo de a visitar antes do almoço. Quando chegamos a primeira coisa em que reparo é que aqui, na Eslovénia, o outono é como nos filmes: árvores cobertas de folhas amarelas, laranjas, vermelhas, castanhas e trezentos tons de verde diferentes.

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A subir as escadas para a entrada na gruta é impossível não ficar um bocadinho assustada…

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Sim, fazem-se jogos de basquetebol lá dentro.

Passamos o bilhete e descobrimos que na eslovénia tiram-se fotos às pessoas a entrarem nos museus/grutas/castelos e depois no final pode-se adquirir tal obra de arte (em que a nossa foto fica numa bolinha ao centro, rodeada de fotos do local que se visitou) pela módica quantia de 6,50€. Somos todos sentados num mini comboio que faz parecer que vamos andar numa montanha russa dentro de uma gruta. Mas não, é mesmo de mini comboio que se faz parte da visita, até se chegar ao local onde há caminhos por onde andar.

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A gruta é enorme, pois. Na visita guiada ficamos a aprender que esta foi a primeira gruta a ser aberta ao público (foi descoberta em 1818, abriu ao público no ano seguinte) e é também, hoje em dia, a gruta onde mais se pode ver. Ou seja, a gruta no total tem 20km e nós podemos visitar 5km. Não há outra gruta onde se possa ver tanto. A certa altura estamos a 115km da superfície. A temperatura é sempre de 9º e não há muitos animais que se possam ver sem ser a salamandra, a que eles chamam de human-fish vá-se lá saber porquê. São o símbolo da gruta e no final pode-se comprar uma salamandra de peluche (bem fofinho, por sinal). Não deu para tirar grandes fotografias, filmei só uns bocadinhos. (não dá para pôr vídeos aqui directamente, tenho de estudar uma maneira de os publicar)

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Salamandras em todo o lado e eu a invadir a foto da Amanda.

O almoço foi num restaurante ao lado da gruta. Comida tradicional eslovena? Não sei. Começou com uma salada fria com massa normal, depois borrego e frango acompanhado de batata assada, cenoura e brócolos, e salada de fruta para a sobremesa. Daí seguimos para o castelo, que é meio numa gruta meio fora e parece que está pendurado na montanha.

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Não tem grande história para contar excepto a forma como o cavaleiro dono do castelo no século XV, que matou um parente do imperador austríaco e que por causa disso estava a ser perseguido, se escondeu ali e conseguiu viver um ano e um dia rodeado pelos inimigos, devido às várias passagens secretas que tinha para os outros lados da montanha. Acabou por ser apanhado, depois de um servo dele o ter traído e dito aos mauzões quando ele estava na casa-de-banho (aquele anexo mais à esquerda). Sim, morreu na casa-de-banho. Lá dentro é normalíssimo excepto o buraco na gruta que dava para uma das passagens secretas e a vista que dá.

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Chegámos a Ljubljana às 18h. Depois de todos fazermos check-in no hostel e de fazermos uma visita ao supermercado seguimos para o centro da cidade à procura de um sítio barato onde jantar. Como tudo o que encontrámos de normal ficava à volta de 10€ acabámos por ir ao McDonnalds. McMenu grande a 5€ não é todos os dias que se arranja. Muitos quisemos experimentar uma coisa nova à mesma, eu fui pelo McCountry e não fiquei surpreendida. Seguimos depois para a beira rio e mais tarde para a festa. No Domingo tínhamos de tomar o pequeno-almoço antes das 10h para sairmos às 11h. Sabe-se lá como conseguimos e seguiu-se a walking tour por Ljubljana.

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O hostel onde ficámos é numa espécie de bairro dos estudantes/artistas, e está enfeitado com ténis pendurados em fios eléctricos e paredes completamente cobertas de grafittis.

A visita começou na praça principal, a Prešernov trg, onde o guia fez questão de salientar que a estátua não é de nenhum herói de guerra ou político mas sim de um poeta. Presenev, mais famoso poeta esloveno e autor do hino da Eslovénia (um dos únicos do mundo que saúda todas as nações do mundo). Foi aqui que mais comecei a gostar deste país. Como só conseguiu a independência em 1991, até lá não tinha capital ou símbolos próprios sem ser a sua língua. E a língua eslovena é o principal orgulho do país. Há monumentos onde se salienta o primeiro livro onde se mencionou a existência do esloveno. Daí a importância dada ao poeta que mais elevou a língua.
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A Triple Bridge (Tromostovje) é outra das principais atracções da cidade. Era uma ponte normal até começar a ser demasiado pequena para servir pessoas, carros e carroças. Jože Plečnik, o arquitecto responsável por 90% dos edifícios ou restauros de Ljubljana, lembrou-se então de fazer outras duas pontes semelhantes mas mais pequenas para os peões.
A Dragon Bridge (Zmajski most) foi criada porque havia a necessidade de mais uma ponte mas não havia dinheiro, por isso, e como na altura a Eslovénia fazia parte do império austro-húngaro, arranjou-se a desculpa de dedicar a ponte ao jubileu do imperador e o financiamento chegou. Foi também a primeira construção em betão(??) do império. O material na altura era novo e foi testado aqui.

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Passámos pela igreja principal, onde estava a decorrer a missa. É bem bonita por dentro mas o lado de fora da porta é o melhor. É uma escultura em cobre que tenta relatar a história do povo esloveno. No topo está João Paulo II, o primeiro papa eslavo que escolheu a Eslovénia como destino da sua primeira visita oficial. A porta foi colocada em honra dele, aquando a sua visita. É também um agradecimento ao Vaticano por ter sido dos primeiros estados a reconhecer a independência da Eslovénia.

Depois de um passeio pela zona mais medieval chegamos à praça do congresso (Kongresni trg) onde se encontra o edifício principal da universidade de Ljubljana e o edifício da orquestra filarmónica eslovena.

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A biblioteca da universidade de Ljubljana, que tem mais livros do que a Eslovénia tem habitantes.

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Dos únicos monumentos em honra de Napoleão fora de França. Porquê? Porque enquanto governou a região fez questão de que a língua usada nas escolas, missas e etc fosse o esloveno.

Depois tivemos um tempo livre que era quando eu iria tirar mais fotografias a coisas que me escaparam mas foi pouco tempo para almoçar, comprar coisas e passear. Viajar com a ESN tem a sua piada, é um grupo muito grande e as coisas já estão tratadas sem nos termos de preocupar, mas passamos demasiado tempo à espera uns dos outros e depois acabamos por não ver tudo o que queríamos. Não fomos, por exemplo, ao castelo. Apesar disso tudo, gostei muito da Eslovénia.

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Agora se tudo correr bem devemos voltar a Veneza e ir a Florença e Roma algures em Novembro. Até lá? Aulinhas!

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